CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

22 de maio de 2018

SANTA CASA DE MISERICÓRDIA

Muitos olhares já se voltaram para esta saudosa Casa de Saúde. Sem resultado. Dias desses, passando em frente, recolhi mais estes, do grafite colado no tapume.


20 de maio de 2018

NACIONAL FC (2)

Sobre a reportagem compartilhada do Diário da Tarde (26 fevereiro 1965), aqui postada, faço algumas observações para facilitar o entendimento do leitor novo. Afinal, são decorridos 53 anos. Muitas águas já rolaram pelo futebol amazonense, causando o desastre que tristemente vivenciamos.
Na rua Saldanha Marinho, onde hoje se encontram um depósito do Carrefour e a loja Tropical, existiu a sede do Nacional FC, porém, dela não existe qualquer resquício.
O treinador Alfredo Barbosa Filho era oficial da Polícia Militar e, como amigo do governador Plínio Coelho (ambos dirigentes deste clube), chegou ao comando da referida corporação. Nesse mesmo ano, foram cassados pelo Governo Militar.
O Nacional era conhecido pelo “Mais Querido”, visto que possuía a maior torcida amazonense. Os concorrentes eram o Rio Negro e Fast Clube, conhecidos por “Galo Carijó” e “Rolo Compressor”, respectivamente.
Enfim, dos atletas mencionados na foto: estive junto de Gadelha e Holanda frequentando o NPOR. E Maneca, tornou-se professor, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa. Os atletas agachados, ao contrário da legenda, estão postados à partir da direita.
Bom domingo. 

Diário da Tarde, 26 fevereiro 1965

O Nacional tem sido uma escola. Tem dado muitas alegrias à juventude amazonense. Tem proporcionado oportunidades a vários garotos de subúrbio, que desde pequenos buscam o clube para tentar vencer no futebol. Da Saldanha Marinho já saíram autênticos craques. Remember: Orsini, Pratinha, Pedro Brasil, Jaime Costa, Mario China, Gilberto, Coimbra, Ribas, Português e muitos outros.
Jovens que se projetaram posteriormente em diferentes clubes. Dificilmente um rapaz que sai do time juvenil permanece como titular no Nacional. De todos os que citamos, apenas Ribas ainda está na Saldanha Marinho. O que ganhou mais cartaz foi Pratinha, tendo uma oportunidade de jogar no Recife.

DEDICAÇÃO E CARINHO
O Nacional deve muito — podia-se dizer que deve tudo — a Alfredo Barbosa Filho, o homem que nasceu para liderar. Para tratar de times de futebol. Formando-os. Imprimindo senso de conjunto. Quando o “Mais Querido” está sem ninguém como aconteceu em 60, ele teve juvenis para lançar no time de cima.
Da sua dedicação e carinho, sempre à frente da escolinha de futebol, Barbosa Filho tem dado a maior parte de sua existência ao clube. Tem revelado bons jogadores tanto para o Nacional como para outros grêmios manauaras. Porque depois de ter cartaz, geralmente o jogador deixa o “Mais Querido”.

DA SAFRA PARA ESTE ANO
O time de profissionais do Nacional já está com a média de 25 anos. Conta com jogadores que dentro de dois anos abandonarão as chuteiras. E o que vai salvar o clube é a safra do ano passado. De quem disporá o clube? Tem Holanda, Gadelha, Téo, Maneca e Gilberto. Elementos que podem ser aproveitados no time de cima em qualquer oportunidade, pois possuem boas qualidades no trato da bola.

INFLUÊNCIA PSICOLÓGICA
Quem está acostumado a acompanhar as partidas preliminares do Nacional, vê sempre os "cobrinhas" em ação. Produzem muito. Jogam em conjunto. Lutam pelo título todo ano. Todavia, quando são lançados no time de cima, os juvenis nacionalinos atuais, não são muito felizes. O resultado foi no jogo pela “Taça do Amazonas” quando os garotos não conseguiram acertar. Houve, entretanto, a alegação de que não estavam preparados para o prélio, pois caíram na folia na noite anterior.

TIME ATÉ 1970
O Nacional tem jogadores para ser campeão até o ano de 70. Campeão ou vice, pelo menos. Sabendo a direção tratar o material humano que possui o grêmio "mais querido", perseguirá o título todas as vezes. E a torcida aguarda ansiosa o crescimento técnico para as próximas lutas.

GAROTADA É BOA DE QUADRA
O mesmo time de juvenis do Nacional é campeão de futebol de salão de Manaus. Tem artilheiro, goleiro menos vazado e outros requisitos que fizeram os paraenses maravilhados quando da excursão realizada a Belém. O plantel é bom de verdade. Precisa apenas que seja introduzido aos poucos no time de cima de futebol de campo, para que os resultados positivos sejam conseguidos. É questão de tempo.

17 de maio de 2018

PRAÇA NOSSA SENHORA AUXILIADORA


Este logradouro segue cumprindo sua destinação: local de acolhimentos dos jovens estudantes do colégio de mesmo nome, de espaço para os táxis e de movimentação de veículos ou de transeuntes entre a rua Silva Ramos e a avenida Joaquim Nabuco. Discreta, quase anonima na capital, apenas conhecida de seus frequentadores e poucos moradores. Foi inaugurada em 1975, portanto, já possui mais primaveras. 
O registro desse fato recolhi do extinto Diário da Tarde (24 maio 1975). Como o periódico circulava à tarde, a notícia estava atualizadíssima. 

Manhã de hoje, conforme o noticiado, realizou-se solenemente a inauguração da Praça Nossa Senhora Auxiliadora, à rua Silva Ramos, empreendimento da atual administração prefeitural, à frente do Sr. Vinicius Conrado, acontecimento que contou com as presenças do Governador, em exercício, Dr. Ruy Araújo e esposa, tendo esta cortado a fita dando por inaugurado o logradouro público, que vem de embelezar aquele recanto da cidade. No ato inauguratório, usaram da palavra o Dr. Ruy Araújo e o prefeito Vinicius Conrado, tendo o arcebispo [Dom João de Souza Lima] procedido à benção da praça. 
Ainda se fizeram presentes entre outras pessoas gradas, o coronel
[Temistocles] Trigueiro, da Casa Militar do Estado, o capitão Nascimento [Sebastião Vicente do], representando o Corpo de Bombeiros, o aspirante Nascimento [Edmilson da Silva], que representou a Polícia Militar, o Dr. Aderson Dutra, diretor da CEM, o líder do Governo, deputado Homero de Miranda Leão, e funcionários do Executivo Municipal.


16 de maio de 2018

NOVA ACADEMIA: ACLJA

Jornal A Crítica, 12 maio 2018

Na extensa bolsa das agremiações literárias, inscrevem-se o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), a Academia Amazonense de Letras (AAL), a União Brasileira de Escritores (UBE/AM), a Associação dos Escritores do Amazonas (AEA); o Instituto Brasileiro de Antropologia do Amazonas; a Academia Amazonense Maçônica de Letras (AAML); a Academia Amazonense de Medicina (AAM); a Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas (ALCEAR); a Academia Brasileira de Letras/AM (ABL/AM); a Academia de História do Amazonas (AHA); a Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan-Amazônicos (ABEPPA). Afora os grêmios escolares e os chás esportivos. 

No próximo 25 maio, sexta-feira, ocorre “a posse solene dos membros fundadores da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas (ACLJA)”. Trata-se da MAIS NOVA das academias e outras entidades afins.  E começa com a força de 50 acadêmicos.