CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

31 de dezembro de 2017

RÉVEILLON


Para marcar a passagem de Ano, recorri ao arquivo do Ideal Clube, que promoveu festejados e saudosos Réveillons.


Cartão de Boas Festas e Convite, 1975 (acima) e 1976 (abaixo)


Convite e a programação do Reveillon 1985, quem sabe os últimos



FINAL DO ANO [3]


Realizei bons e maus negócios, como acontece com as mais habituais famílias brasileiras. Pela dificuldade própria no trato com a notebook, tive bloqueado este Blog. Enquanto buscava alguém para reparar desastre e, ao mesmo tempo, incrementá-lo, passaram-se seis meses.

Entre a consulta a um e outro especialista, caí na mão de um “nó cego” (para dizer pouco). Não devo me lamentar, entretanto, pois fui eu quem o buscou em se tratando de amigo de meu filho. O resultado do trabalho foi outro desastre. O enriquecimento que eu desejava não foi compreendido pelo técnico, daí minha desventura. Foi-se o dinheiro, restou o blog. 

Com mais cuidados, encontrei o Amaro da UGA, alguém que me entendeu e reparou o blog e o enriqueceu, dando-lhe cara nova. Esta que venho usando desde setembro. Estou satisfeito, venho paulatinamente evoluindo, e poderia ser melhor não fora minha indolência e a inaptidão com os aplicativos.

Outra boa parceira realizei com o Marcelo Menezes, que me diagramou com talento dois trabalhos literários. Já registrei antes, não pude imprimi-los, mas o fiz circular pelo www.issuu.com.

Nessa direção, sem que possa pular as sete ondas por inexistência delas na região, para 2018, estou me empenhando em concluir as publicações: a Banda de Música da PMAM e a Linhagem da Família Lima. Ao menos um volume para lançar na internet – a biografia de Genesino Braga, prêmio conquistado na Academia de Letras local, em 2006.


Caros amigos, enfeixando este discurso enviesado, registro meus votos de largo sucesso nos próximos e longos dias de 2018. Saúde e bom crédito, são meus anseios para você e os seus queridos. 

30 de dezembro de 2017

FINAL DO ANO [2]


Administrador do blog
Não estava em meus propósitos de passagem do ano passado relembrar o cinquentenário da Granja da Polícia. Antes, uma digressão sobre a dita-cuja. Nos primeiros anos do Governo Militar, o governador Danilo Areosa resolveu construir uma granja para a administração da corporação, diante da deficiência de avícolas. Buscava atender ao rancho dos policiais e, quem sabe, alguma população. O local escolhido foi o Km 95 da então Manaus-Itacoatiara, agora crismada de AM 010 – Torquato Tapajós.

O projeto do edifício central todo em madeira exigiu os dotes do arquiteto Severiano Porto, que seus admiradores ignoram. Talvez o façam por ter este integrado o politicamente incorreto governo castrense. Ao tempo da construção, que foi elaborada por elementos da própria polícia, com material extraído dos arredores, ainda resiste de pé, como a reclamar de seus “donos” um olhar ao menos de curiosidade. O rio Preto da Eva corria em direção à sua foz. E tudo que existia à margem da rodovia, onde agora a cidade prospera, era poucas casas de madeira, cujo rio servia de quintal. Entre essas residências, existia como ponto de referência a taberna de Dona Teté.

Dona Teté servia tapiocas e café e refrigerantes, o viajante sempre parava para reabastecer o estomago, pois nada mais se encontrava na rodovia. O falecido coronel Câmara era um cliente inveterado, capaz de viajar saindo de Manaus para saborear o pé-de-moleque rio-pretense. Nem se pensava em município, porém a granja serviu para implementar a região, a par do atrativo populacional com a distribuição de terras. Policiais diversos aproveitaram o maná, dessa maneira ajudaram a desenvolver a estrada.

Edificação, em maio 2017
(acima e abaixo)


Na inauguração em 1967, vendo-se o governador Areosa (de branco) junto
aos oficiais, sob o comando do coronel Omar Silveira

Enfim, bem que tentei rememorar os 50 anos da Granja da Polícia.  Não consegui realizar porra nenhuma, não obstante visitar o local, conforme fotos postadas; de buscar o comando da corporação, donde sai ouvindo funesta decisão de escalão subordinado; de buscar a imprensa; até o secretário de Segurança do Rio Preto da Eva. Desse modo, observei com esse malogro que disponho de reduzido (ou nenhum) poder de convencimento.

Contrariando a desdita, vou me empenhar no 2018 junto ao comando da PMAM para que afixe uma Placa a fim de relembrar que foi o arquiteto Severiano Mario Porto, aquinhoado com a Medalha Tiradentes, o idealizador do Quartel de Petrópolis, atual Comando-Geral. Quem puder me ajudar, sou, desde já, agradecido.

29 de dezembro de 2017

FINAL DO ANO [1]


Pôr-do-sol visto do apartamento
residencial
Ao ver a foto do pôr-do-sol aqui exposta, decidi efetuar singela retrospectiva pessoal neste final de 2017, pois sempre se tem algo a relatar. Seja como chefe da família, ao falar das conquistas, sem esquecer dos tropeços, ocorridas em casa. Seja falando do movimento político ou esportivo que enfrentei, se algum desses campos você aprecia, esquivando-se das notícias fakes abjetas. Afinal, tenho muito a apreciar, sem entrar naquela de fotografar tudo (ou quase tudo) que pratica ou realiza, obrigando o celular a apreciar cenas nada agradáveis, algumas dantescas mesmo.

Ia esquecendo da saúde. Esta me incomodou durante o primeiro semestre. Devido a um desarranjo prostático fui levado a cumprir uma série de exames, exigência que tomou larga temporada, encerrado com diagnóstico positivo. A saúde da família se comportou no padrão, apenas a mais nova quase enfrentava o bisturi, pensando-se tratar de apendicite. Foi salva pela dedicação de médicos da Unimed.

Não compareci ao pleito eleitoral; razão? estou facultado. Deste modo, porque me estressar com tantas promessas e acusações banais, a forma que se cultua em nossos dias nos debates e no material impresso e de propaganda. O “mermo” que ocorre no facebook da vida, minuto a minuto, anunciado pelo toque peculiar do celular. Ou seja, não mais se conversa ou dialoga ou debate, tudo agora é na porrada, gostar ou não gostar, eis a questão.

Nessa alternativa, como apreciava o cara nascido no Morro da Liberdade, nascido na mesma rua em que eu morava, deveria ter votado no candidato do Almeida. Já disse que não realizei, assim como não o procurei para entregar um mimo, relacionado ao meu falecido genitor, seu conhecido. Se tivesse ocorrido, teria solicitado dele um favor junto ao órgão de previdência dos aposentados. Estou contente comigo.

Apenas fiquei intrigado, preocupado com sua promessa em devolver o Palacete Provincial à Polícia Militar. E como o governador Almeida promoveu a tantos na corporação, entendi que o mesmo desejava angariar aquele reduto eleitoral, afinal são mais de dez mil votos diretos e três vezes mais, indiretos. Todavia, o então secretário de Cultura seguia com peso atômico. Nada aconteceu, fora o chororó dos enciumados policiais pela velha casa recauchutada.
Capa do livro

Ao final do ano passado, como de hábito, marquei meus projetos pra este ano. Publicar dois livros: um sobre a história da PMAM – Guarda Policial, o primeiro tomo de três. Tendo o livro pronto, devidamente esquematizado, fui seduzido pela liga dos oficiais com a promessa de publicação. Acreditei, quem há de deixar escapar tal adjutório? Reparei aqui e ali, atendi aos detalhes impostos pelos patronos, porém... a publicação continua no prelo.

O segundo livro é a reedição de Candido Mariano & Canudos, pelos 120 anos da Campanha de Canudos, da qual participou a PMAM. Previsão de lançamento em novembro, quando a Força Estadual celebra o retorno da tropa empenhada (como faz qualquer entidade militar). Motivos desconexos não me permitiram aprontá-lo a tempo do festejo candidomariano, que o comando da PM também não realizou temendo incerta reprimenda social.  

A reedição, tendo perdido a conveniência, não foi impressa. Apenas a publiquei na internet (www.issuu.com). Providência que vou cumprir daqui por diante com meus escritos, posto que não tendo lucro, e sabendo que nunca venderei sequer para pagar o trabalho, melhor na internet onde busca quem necessita.  

25 de dezembro de 2017

DIA DE NATAL 2017


A chuva de hoje (ao final da manhã e parte da tarde) foi-me benevolente e dadivosa. De certo, fez curar a ressaca de quantos esticaram a noite anterior para reunir-se com familiares e amigos. Não prolonguei as comemorações, pois me preparava para encontrar a Nazaré Lima, após 40 anos.

Vicente e Adelaide Pereira Lima
Não tendo lido a mensagem do Gercimar Lima, filho da Nazaré, botei o carro na estrada, rumo à residência deste no conjunto Augusto Montenegro. Lá, não mais alcancei a matriarca, todavia, o papo com ele foi excepcional. Revisamos algumas décadas de distanciamento, ou nenhum contato. Havíamos dialogado, creio, pelo celular. A chuva cada vez mais impertinente foi testemunha e prolongadora dos assuntos.

Presenteei-o com algumas publicações, em particular, as que registram pormenores dos meus setentanos. Ganhei uma garrafa de vinho, que proximamente será sorvido conforme o figurino. E mais, o endereço da Nazaré, sua genitora.

À tarde, viajei para a Nova Cidade e, na casa do Fabiano Lima (autor de China de Papel. Guaratinguetá: Penalux, 2017), encontrei a Nazaré Lima. Ela e o esposo Luís Antonio, além de Maria Francisca. A conversa varou a tarde e findou marcando-se encontro para novo papo. Há muito que arredondar na história desta família.

Maria de Nazaré é filha de Manuel Pereira Lima, irmão de minha mãe Francisca, portanto, prima legítima. Nascida e moradora do Anveres, distrito do Careiro da Várzea, tem os filhos em Manaus. Todos acertados, empenhados em mais evoluir, em superar os percalços próprios da vida.

A nossa conversa possibilitou várias revelações familiares, a mais importante foi o local do sepultamento do patriarca da família, Vicente Pereira Lima. Lima, oriundo do Ceará, lamento que ainda não se tenha desvendado o município de nascença, constituiu propriedades e família no Anveres. Por motivo ainda ignorado, matou-se com um tiro. Sua esposa Adelaide seguiu tocando a herança, porém, acabou por se retirar para Manaus, onde faleceu em 1940.

Me retirei, acompanhado da Beatris e da Sofia, após receber o livro do Fabiano. Confesso que o mimo me deixou entusiasmado com o progresso da minha família. Arnaldo Lima, outro primo, já deu partida para imprimir essas e outras minudências da árvore plantada pelo avó Vicente Lima.


Feliz Natal a todos!

24 de dezembro de 2017

NATAL 2017

Sigo ilustrando as postagens da semana de Natal com o material filatélico que, durante certa época, colecionei. O cartão-postal sempre despertou meu interesse, pelas estampas e mensagens que conduzia.

Que este NATAL seja maiúsculo para você, ao lado dos seus familiares e amigos,  decorado com cores que, por décadas, os cartões transmitiram. 

Remetido de Londres

Correios do Brasil

Made in USA

Correiros da Itália e da ex-Iugoslávia (cima) e do Brasil e dos Estados Unidos (baixo) 

23 de dezembro de 2017

NOVAMENTE É NATAL [5]


Cartão-postal emitido pelo correio da URSS
As festas de Natal e Ano Novo já tiveram maior repercussão e foram capazes de abraçar os homens e mulheres “de boa vontade”, graças ao Correio. À época, essa repartição propagou pelo mundo as mensagens natalinas e os votos específicos da virada do calendário. Naquele tempo, entrelaçou a tantos, levando e trazendo as mensagens.

No entanto, os tempos eletrônicos que vivemos são outros, bem distintos, nos quais o auxílio do correio na troca de mensagens está em vias de ser dispensável. Nada parece substituir as mensagens trocadas pela Internet em seus canais.

Desejo, para lembrar os alegres festejos do final de ano, repassar os meios utilizados na formulação de cumprimentos nos quais o Correio tanto participou. Desse modo, divulgo parte do texto do filatelista Jorge Bargas, com o qual abre sua Exposição – NATAL, LUZ E VIDA, na sede da Filatelia do ECT.

A fim de ilustrar o artigo, anexo alguns de meus guardados do tempo de filatelista.

Histórico do Cartão-Postal
A visualização de imagens, de incrível facilidade e popularidade atualmente, seja na Internet ou em livros, revistas, jornais, bem como na televisão ou fotografadas pelo próprio interessado, era acontecimento raro até meados do século 19. Poucas pessoas tinham acesso às fotografias. 
O Correio, naquela época, também era dispendioso e demorado, utilizando o navio, o trem, o cavalo e a diligência como meios de transporte de cartas e encomendas. O custo alto da remessa de correspondências foi um dos motivos que fizeram com que o austríaco Emmanuel Hermann, professor de economia política da Academia Militar de Viena, sugerisse ao Correio a criação de um meio de comunicação mais fácil, barato e rápido, enviado a descoberto, ideal para mensagens curtas, mas que custasse a metade do valor de uma carta convencional.
Essa sugestão ocorreu em 29 de janeiro de 1869, num artigo de jornal, alegando que as pessoas ansiavam por um meio mais simples e menos dispendioso de se comunicarem. 
Correios da Argentina
A sugestão de Emmanuel Hermann foi aceita e no dia 1º de outubro de 1869 surgiu o pioneiro Correspondenz-Karte. Era uma simples cartolina no tamanho 8,5cm por 12cm, contendo na frente apenas o selo do Império Austro-Húngaro impresso no canto superior direito e espaço para a menção de destinatário. No verso, local para mensagens curtas. Essa data, 1°|10|1869, é considerada historicamente como o início da cartófilia.
O cartão-postal no Brasil

O Brasil, tão ágil na adoção do seio postal em 1843, apenas três anos após lançado na Inglaterra em 1840, não procedeu da mesma maneira com o cartão-postal. Nosso pais só o adotou onze anos depois de sua criação na Áustria, quando ele já era um sucesso consagrado na Europa. O decreto 7695, de 28 de abril de 1880, criou o bilhete postal, precursor do cartão-postal. 
Na exposição de motivos que o Ministro Buarque de Macedo encaminhou ao imperador D. Pedro II, visando obter autorização para a confecção e circulação de postais no Brasil, mencionou "Segundo Vossa Majestade Imperial se dignará ver, a primeira de tais alterações é a que estabelece o uso dos bilhetes postais geralmente admitidos nos outros Estados e ainda em França, onde aliás houve durante algum tempo certa repugnância ou hesitação em os receber. Os bilhetes postais são de intuitiva utilidade para a correspondência e, longe de restringir o número do cartas, como poderá parecer, verifica-se o contrário, que um dos seus efeitos é aumentá-lo". 
A impressão dos primeiros bilhetes postais era exclusividade do Correio do Império Brasileiro, com o porte constante nas armas imperiais estampadas no alto. Havia três classes. Uma, de cor vermelha, para a correspondência urbana, preço do vinte réis. Outra, cor azul, para a correspondência no interior das Províncias do Império Brasileiro, preço de 50 réis (metade do porte de uma carta simples). O terceiro porte, cor laranja, para a correspondência internacional, custando 80 réis.
Havia possibilidade do remetente pagar o porte de remessa e resposta, nesse caso custava o dobro do valor dos três portes citados anteriormente. 
A aceitação do postal no Brasil foi multo grande. Apenas quatro anos de sua criação, tendo como exemplo o Rio de Janeiro, sua circulação em 1884 quase ultrapassou o número de cartas comuns. Foram 282.248 cartas particulares e 212.662 bilhetes postais. (Elysio Belchior. O Rio de Ontem no Cartão-Postal 1900-1930).
Correios da Finlândia, 1987 (acima) e da URSS (abaixo)


21 de dezembro de 2017

NOVAMENTE É NATAL [4]

Detalhe da capa
Nossa cidade, no Natal de 2009, foi convidada a assistir o Concerto de Natal, denominado de Natal Amazônico, Tempo e Eternidade, que foi encenado no Largo de São Sebastião. Aconteceu na noite do Dia de Natal, e teve a Secretaria de Cultura como a gestora e produtora do espetáculo.

A inovação consistiu em transpor o cenário do nascimento de Jesus para as barrancas do rio Negro, nosso ancoradouro. O consagrado poeta Max Carpenthier, competente em sua produção regional e de cunho religioso, foi o autor do texto ganhador do concurso de dramaturgia criado para essa festa.

Era um tempo em que os homens lançavam seus insistentes olhares para a salvação do planeta. A Amazônia sempre despertou essa preocupação. Assim, do espetáculo, recolhi a Cena XV (O Credo do Cientista), que teve a Intervenção Eletrônica produzida pelo artista DJ Kleber Romão.



Cientista:

Senhor, na noite do Teu nascimento,
em que recordamos que a Encarnação
concentra no Teu ser o apogeu das forças
naturais e divinas, eu, que vivo a estudar os movimentos da evolução, rezo diante de Ti o meu credo amazônico:
 Eu creio que a conjugação das potências vegetais, animais
e líquidas incessantemente se desdobram em mais e mais
mistérios revelados, para a realização do destino
humano. Creio que a missão dos frutos, a doação dos
peixes, a múltipla vitalidade que se arrasta na jiboia, salta
na jaguatirica e alcança o céu nos pássaros, tudo é,
ao mesmo tempo, paraíso recapitulado, riqueza do presente, 
provisão do futuro. 
Creio na harmonização das sabedorias ancestrais e contemporâneas. Creio que a sustentabilidade inaugura uma nova era da Amazônia. Creio na convivência solidária da estrada e do rio. Creio na solidariedade entre a várzea e a fábrica, entre a tarrafa e o computador. Creio na complementaridade entre o tambor e o celular. Creio nas trocas culturais como processo civilizador. Creio que na preservação ambiental e no amor ao belo e às artes sustentamos o mais antigo fundamento da plenitude da vida.
Plenitude da vida, Senhor, é o outro nome do teu Reino. Amém.

20 de dezembro de 2017

PMAM - DIA DO SOLDADO

A foto aqui reproduzida traz-nos festejadas lembranças: a festa ocorreu no quartel da Praça da Polícia, em nossos dias Palacete Provincial. Na ocasião, a corporação festejava o Dia do Soldado, celebrado em 25 de agosto.

Recorte de O Jornal, 26 agosto 1958
Neste café matinal, como insinua a foto, presente estava o governador Plínio Ramos Coelho que, ao governar, inaugurou uma retomada de progresso no Amazonas. Assegurou em sua posse, em 31 de janeiro de 1955, que a Força Estadual estava falida, depauperada. A fim de reparar tanto infortúnio, conseguiu a disposição do major EB Cleto Potiguara Veras para comandar a PM amazonense.

Cleto Veras, de fato, colaborou substancialmente com o governo. Expandiu a corporação, marcando seu comando entre outras iniciativas com a implantação do policiamento em dupla, alcunhado de Cosme e Damião. Estes “santos” fizeram milagre nesta capital, onde os problemas de ordem pública se restringiam aos “batedores de carteiras” e outros delitos afins. Certo que, por seu entusiasmo descomedido, Veras deixou admiradores e outros nem tanto.

A festa contou com a assistência do recém empossado arcebispo do Amazonas, dom João de Souza Lima, que governou seu “rebanho” por mais de duas décadas. Era um tempo em que a igreja católica prevalecia, fazendo com que a PM implantasse nesse mesmo corredor da festa um oratório com a imagem de São Jorge (hoje esquecida em algum quartel).

Esta foto saquei da página de O Jornal (26 agosto 1958), por isso está bastante mutilada, exibindo uma forte marca deixada pela dobra no exemplar arquivado na Biblioteca Pública. Espero consertá-la em breve. É fácil observar a precariedade da produção do jornal, observando o título da matéria. 

Ao lado do major Cleto Veras, ainda que bastante rabiscada, desfigurada, encontra-se Eva Makk, com seu filho brasileiro AB. Trata-se da artista plástica que, trabalhando com o marido Américo, ultimou diversos quadros e painéis na cidade. O Casal Makk, como assinava seus trabalhos, esteve em Manaus a convite do governador Plínio Coelho. No Palacete Provincial ainda perdura um trabalho dos Makk, logo à entrada observa-se duas alegorias sobre a participação da PMAM no conflito de Canudos (BA).

A última boa recordação é sobre o fotógrafo, tão-somente creditado por Nascimento. Já escrevi sobre ele no Blog do coronel Roberto ou www.catadordepapeis.blogspot.com. Seu nome era Francisco Nascimento, que se estabeleceu na avenida Sete de Setembro com material fotográfico. Ao falecer, passou o estabelecimento ao sócio – Antonio – que agradecido, e em homenagem ao amigo, batizou o empreendimento de Foto Nascimento, amplamente conhecido em nossos dias, com lojas pela cidade. 
 
Outro recorte do mesmo jornal
Dois importantes flagrantes colhidos pelo fotógrafo Nascimento, da solenidade de ontem, realizada na Polícia Militar do Estado, em homenagem ao "Dia do Soldado" e  à passagem do segundo  aniversário do grupamento "Cosme e Damião". Em cima, o Governador Plínio Ramos Coelho quando discursava, tendo ao lado o arcebispo metropolitano D. João de Souza Lima, bem como autoridades civis e militares, representantes consulares, jornalistas etc., aparecendo, também os soldados do Grupamento próximo à mesa.

Em baixo, o coronel Cleto Veras quando proferia oração, em nome da briosa Polícia Militar do Estado, vendo-se a seu lado a pintora Eva Makk e o desembargador Orlando Soares, que pereceu afogado.

19 de dezembro de 2017

POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS - CIFS 1991

Capa do Convite de Formatura
Ainda sob o comando do Coronel Romeu Medeiros, a Polícia Militar do Estado formou nova turma de sargentos, cujo encerramento do Curso Intensivo de Formação de Sargentos (CIFS) ocorreu em 2 de agosto de 1991. A Turma, denominada de Tenente-coronel Fernando Valente Pereira, escolheu ao Coronel EB Jorge Teixeira, como Patrono, e à Maria Emília Martins Mestrinho de Medeiros Raposo, como Madrinha, esposa de Gilberto Mestrinho, que havia assumido o Poder Executivo.

A formatura ocorreu no próprio quartel do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças. E o Baile de Formatura, no CASSAM, Clube dos Subtenentes e Sargentos da Aeronáutica, situado na então Estrada do Contorno, em frente à Base Aérea de Manaus.

Entre os Instrutores, como se pode ver na relação abaixo, havia diversos civis e, entre os quais, algumas mulheres. Destaque para a presença do então Aspirante Oficial Davi de Souza Brandão que, em data corrente, sendo Coronel, exerce o comando-geral da corporação.


Do Convite de Formatura retirei os detalhes a seguir:

HOMENAGEM AOS INSTRUTORES
Tenentes-coronéis PM Manoel dos Santos Araújo | PM Wilde de Azevedo Bentes | Majores PM Silvestre Torres de Araújo | Alcides Ferreira Costa | Mário Cauper Monteiro | 1° Tenentes PM Rommel Paulo Pereira da Silva | Raimundo Ribeiro de Oliveira Filho | 2° Tenentes PM Clécio de Assis Silva de Sales | José Ribamar Marques da Costa | Hellyton Levy Carvalho de Sá | Moreira Lima | Samuel Gomes Farias | Marcos Antônio de Melo Ferreira | Aspirante Oficial Davi de Souza Brandão | Dr. Caio Prado | Professores Walter Barros Martins | Anibal Sérvulo da Rocha Normando | Professoras Maria José Alves da Silva | Livete Brito

AOS MONITORES

Sargentos PM Orlando Baima | Miguel da Silva Xavier | Francisco Pereira da Silva | Elizier Santana Leite da Costa| Lidio Francisco da Silva | Cabo Edmilson Freitas da Silva (Auxiliar)

NOVAMENTE É NATAL [3]


Aproveito para expor meus Selos Natalinos, ao mesmo tempo que saúdo, pelo Natal, ao amigo deste espaço.

Editais natalinos

Quadra e Envelopes de Primeiro Dia de Circulação

18 de dezembro de 2017

POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS: CFS/90

Capa do Convite de Formatura
Em 26 de outubro de 1990, sendo comandante-geral da PMAM o coronel Romeu Medeiros, foi encerrado mais um Curso de Formação de Sargentos (CFS), que funcionou no CFAP (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças), então instalado no entroncamento das rodovias AM-010 com a BR-174. Nas proximidades da Ponte da Bolívia, local hoje identificado por Barreira.

A formatura ocorreu no aquartelamento do 5º BPM, conhecido pela Cavalaria que neste quartel operava. E o Baile de Formatura realizou-se no Clube dos Subtenentes e Sargentos, onde ainda se encontra próximo a então Estrada da Cidade Nova.

Era governador do Estado Dr. Vivaldo Frota, que havia substituído ao governador Amazonino Mendes. A Turma escolheu ao comandante-geral como Patrono e a esposa deste, Olga Medeiros, como Madrinha. E tomou o nome do major Sálvio Souza Belota (in memoriam), posto que falecido naquele ano vítima de acidente em serviço, quando empregado no Corpo de Bombeiros. Era o primeiro oficial dos Bombeiros a sucumbir quando enfrentava um incêndio. Jovem bastante afetuoso e distinguido, tanto nos quarteis quando na Cidade, seu nome em nossos dias crisma uma Unidade de Saúde e uma artéria na Cidade Nova.

Reproduzo parte do Convite de Formatura, em especial sobre os comandantes de OPM e instrutores e monitores do CFS, a quem os formandos (abaixo) prestam

A relação dos formandos: 3º Sargentos, dos quais três mulheres

GRANDES HOMENAGENS
Coronel PM Mael Rodrigues de Sá - Chefe do Estado-Maior Geral
Coronel PM Antonio Guedes Brandão - Comandante do CPC
Coronel PM Fausto Seffair Ventura – Comandante do CPI
Coronel PM Edson de Lima Matias - Chefe da Diretoria de Pessoal
Coronel PM Antonio Ferreira Lima - Chefe da 2ª Seção
Tenente-Coronel PM Raimundo Carlos Daniel Mar – Chefe da 3ª Seção
Tenente-Coronel PM Deusamar Assis Nogueira –
Chefe da Diretoria de Apoio Logístico (DAL)
Tenente-Coronel PM Ronaldo Francisco de Albuquerque Toledano - 
Comandante do CFAP
Tenente-Coronel PM Homero Leite de Almeida – Comandante 4º BPM
Tenente-Coronel PM Roosevelt Jobim –
Comandante Comando do Corpo de Bombeiros
Tenente-Coronel PM Edson Pereira do Nascimento – Chefe da 1ª Seção
Tenente-Coronel PM Raimundo Gutemberg Soares –
Comandante 5º BPM
Major PM Moacyr da Fonseca Carioca – Comandante do 1º BPM
Major PM Mário Cauper Monteiro – Subcomandante CFAP
Major PM Raimundo Jorge Guimarães Macêdo – Comandante 6º BPM
Capitão PM José Maria de Oliveira Sirotheau –
Comandante Companhia de Polícia Rodoviária
Capitão PM Francisco das Chagas Gomes Pereira – Subchefe da 3ª Seção
Capitão PM João de Souza Pessoa - Comandante do Corpo de Alunos
2º Tenente PM Hellyton Levy Carvalho de Sá - Comandante CFS/90

AOS INSTRUTORES
Coronel PM Antônio Guedes Brandão |
Tenentes-Coronéis PM Antonio Ferreira Lima | Ronaldo Francisco de Albuquerque Toledano | Edson Pereira do Nascimento | Raimundo Gutemberg Soares  
Majores PM Claumendes Cardoso de Souza | Mário Cauper Monteiro
Capitães PM Armando Mattrillo Torres | Francisco das Chagas Gomes Pereira | João de Souza Pessoa | Adalberto Lúcio Barbosa da Silva | José Ernesto da Rocha Rodrigues | Médicos Antônio Pedro Mendes Schettini | Wandbergh Caldas de Oliveira | Antônio Renier Cunha Dantas | Remédio Leocádio do Nascimento | Jaime Fernando Oliveira de Souza | Dentista Togo Antônio Meireles

AOS MONITORES
Sargentos Orlando Baima | Abel Pereira Santiago | PM Miguel da Silva Xavier | PM Francisco Pereira da Silva | PM Elizier Santana Leite da Costa | Clóvis Theodoro Viana  | Cabo PM Evandro Cordeiro da Silva

17 de dezembro de 2017

NOVAMENTE É NATAL [2]

Primeiro Dia de Circulação, 1992
Já registrei no post anterior minha paixão pelos selos postais. A Filatelia ocupou duas décadas de minha vida, até que por motivos... parei. A coleção de selos brasileiros vendi para o exterior, guardei apenas os selos Natalinos.

Na semana passada, recebi dois convites para expor esse material. Contente, dei início a escolha das peças e, paralelo a tal providência, e aconteça ou não, vou divulgando a seleção neste espaço. 

Que sirva para cumprimentar aos que me são caros e caras pelo NATAL 2017.


Cada emissão de selo é acompanhada de um Edital; separei estes de Natal do início do século

15 de dezembro de 2017

NOVAMENTE É NATAL [1]


Até o encerramento da década de 1990, ainda participava do Clube Filatélico do Amazonas. Sua direção então cabia ao saudoso Nelson Porto que, acredito, foi um dos fundadores. Com sua morte, veio o Altino Pereira, que também foi ceifado pelo “esquadrão da ...” Agora, quem dirige o Clube é o Jorge Bargas (assim mesmo).

Deixei o colecionismo, não apenas por estas mudanças. Suspendi a aquisição de peças, mas seguia me reunindo com os amigos na agência filatélica dos Correios. Ano passado, todavia, devido as embaraços e os desvios financeiros sofridos por esta estatal, a agência foi fechada e o Clube teve que buscar espaço. Afinal, os amantes dos selos e das moedas e semelhantes somente podiam se reunir aos sábados.

Dito isso, quero aproveitar as Festas para expor o material que ainda conservo. Como especializei-me em selos Natalinos e cartão postal de Igrejas (católicas) do Brasil, vou a partir de hoje ilustrar com selos a minha felicitação pelas festivas datas.


A presente postagem traz Envelopes do 1º Dia emitidos pelo principado de Liechtenstein (localizado no centro da Europa), em 9 dezembro 1985.

Envelopes de 1º Dia de Circulação do principado de Liechtenstein, da década de 1980

13 de dezembro de 2017

SEMANA DA PÁTRIA - 1992

Capa do Programa
A comemoração da Semana da Pátria empregava, em 1992, uma respeitável comissão, que procurava preencher o período com distintas atividades cívicas. Não apenas com os tradicionais desfiles militares e, ao coincidir com a data magna do Amazonas, o escolar. A extensa comissão – 30 membros – desse ano será aqui postada. Estava sob a direção da então Secretaria da Educação, Cultura e Desportos, cujo titular era o professor Origenes Angelitino Martins.

A cada ano eram escolhidas personalidades a nível nacional e regional para as homenagens. Nessa ocasião, a Representante da Mulher Amazonense coube à professora Ritta Haikal; o Vulto Estadual foi o Dr. Paulo Pinto Nery, e o Nacional, jornalista Assis Chateaubriand.

A abertura e o encerramento ocorreram na Praça Heliodoro Balbi, conhecida Praça da Polícia, que abrigou ainda o Show de Bandas Militares, com a participação das Bandas da Polícia Militar, do VII Comando Aéreo Regional e do Comando Militar da Amazônia.

O Amazonas Shopping foi utilizado para a apresentação de bandas escolares e ginástica rítmica, além de local da chegada do Triathlon da Independência. Outro espaço bastante utilizado foi a Praça da Saudade, que proporcionou a exibição de orquestras e corais.

Enfim, tanto o Desfile Escolar, em 5, quanto o Militar, a 7, foi realizado no Centro de Convenções. Convém registrar que essa “parada” militar já havia ocupado a avenida Eduardo Ribeiro, passando para a avenida Djalma Batista. Atualmente realiza-se na Ponta Negra.

A seguir, as razões da escolha da representante da Mulher Amazonense e, ao final, a Comissão Executiva

RITTA DE CÁSSIA DA SILVA HAIKAL

É amazonense, nasceu em 17 de novembro de 1940, filha de José Alves da Silva e Irene Pinto da Silva. Cursou o 1° e 2° graus, no Colégio Santa Dorotéia, formando-se como professora em 1958, estudou também o curso técnico em Contabilidade, concluindo em 1960. É Bacharel em Licenciatura Plena em Língua Portuguesa e suas literaturas; Licenciatura Plena em Língua Inglesa e suas literaturas e Bacharel em Direito, colando grau em 1978 e 1985, pelas Universidades do Pará e Amazonas, respectivamente.

São inúmeras as atividades que tem desempenhado, ressaltando-se os seguintes cargos: professora de Português da Escola de Enfermagem, chefa de Controle de Qualidade da Empresa Norte Editora Ltda., professora de Inglês do Instituto Cultural Brasil Estados Unidos e Colégio Brasileiro de Manaus, professora de Português, Literatura Brasileira, Inglês, Linguística e Estilística da Língua Portuguesa, do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora.


Como assessora e consultora tem contribuído com seus conhecimentos da Língua Portuguesa, Inglesa, e Área Jurídica em diversos trabalhos como: revisora de pesquisas do CEAG, secretária do presidente do Tribunal Regional Eleitoral, secretária da Comissão Estadual de Voluntários Pró-Carente, assessora do Presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, revisora e membro da comissão de assessoria do vereador Robério Braga na feitura da Lei Orgânica do Município de Manaus.

É também, membro do Conselho Regional de Contabilidade e do Conselho Consultivo da Associação das Mulheres de Carreira Jurídica do Estado do Amazonas. Tem ministrado inúmeros cursos de Língua Portuguesa e Assessoria Jurídica a professores e técnicos de Instituições do Estado.
Seu trabalho merece destaque na área de teatro estudantil, coordenando essa atividade no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora por 12 anos, ou seja, de 1975 a 1987. Atualmente tem desempenhado com competência e dedicação as seguintes funções: professora de Português para o 2° grau (Seduc), Analista de Contas do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Amazonas, chefa de Gabinete da Secretaria de Estado da Justiça, e advogada militante no Fórum de Manaus.

A professora Ritta tem efetuado relevante trabalho em prol da educação de jovens seja como professora, seja como incentivadora à arte da dramatização, especialmente ao teatro juvenil. Sua contribuição profissional é inestimável e imprescindível à cultura de nosso Estado.

COMISSÃO EXECUTIVA ESTADUAL DA
SEMANA DA
PÁTRIA - 1992
(Representantes e seus respectivos órgãos)

Afonso Celso Brandão Nina - Subsecretaria de Desportos
Maria das Graças Silva - Subsecretaria de Desportos
Maria Hildecy F. da Silva - Subsecretaria de Desportos
Janete Souza Queiroz - Subsecretaria de Desportos
Clair Ferreira da Silva - Subsecretaria de Comunicação
Ângela Maria de Abreu Cavalcante - Imprensa Oficial
Themis Filgueiras P. da Silva - Secretaria da Educação, Cultura e Desportos
Isis Bonfim - Secretaria da Educação, Cultura e Desportos
João Santana Neto - Secretaria da Educação, Cultura e Desportos 
Francisco Orleilson Guimarães, Coronel PM - Casa Militar
Wilson Martins de Araújo, Capitão PM - Casa Militar
Lourdes Buzaglo - Cerimonial do Palácio Rio Negro
Marcelo Dantas - Cerimonial do Palácio Rio Negro
Arlindo dos Santos Porto - Subsecretaria de Comunicação
Raimundo Carlos Daniel Mar, Cel PM - Secretaria de Segurança Pública
Marcos Afonso - Empresa Amazonense de Turismo
Edmilson Rosas - Empresa Amazonense de Turismo
Ignes de Vasconcellos Dias - Liga da Defesa Nacional
Júlio César Moraes Passos - Liga da Defesa Nacional
Carlos Matheus - Subsecretaria de Cultura
Elizeu Rodrigues de Lima - Sindicato das Escolas Particulares
Ivens de Carvalho Carreira, Tenente-Coronel PM - DETRAN
José Carlos Pereira, Tenente-Coronel - Comando Militar da Amazônia
Nelson Calvoso Pinto Homem, Major - Comando Militar da Amazônia 
Hugo Luiz da Silva Galvão, Capitão Aer - VII Comando Aéreo Regional 
Jorge Luiz Índio do Brasil, Tenente - Estação Naval do Rio Negro
João de Souza Pessoa, Capitão PM - Polícia Militar do Amazonas
Rui Gomes - Empresa Municipal de Transportes Urbanos
Ricardo Marrocos - Secretaria Municipal de Educação

Dalmo Salim Belmont - Secretaria Municipal de Serviços e Obras